Nesta segunda-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou a embaixadora dos Estados Unidos no país, Lynne Tracy, para expressar veementemente a culpa que Moscou atribui tanto aos EUA quanto à Ucrânia pelo ataque mortal com mísseis na cidade de Sebastopol, na Crimeia. A ação, que resultou na morte de várias crianças, gerou uma forte reação do governo russo. A Crimeia fica localizada na costa norte do Mar Negro, no sudeste da Europa. É uma península que faz fronteira ao norte com a Ucrânia e é conectada à Rússia pela ponte da Crimeia, através do estreito de Kerch. Fonte: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/621242-risco-de-uma-nova-guerra-mundial-ucrania-quer-a-crimeia-de-volta Em um comunicado oficial, o ministério russo afirmou que os EUA estão “travando uma guerra híbrida contra a Rússia e, na verdade, se tornaram parte do conflito”. A Rússia acusa os Estados Unidos de fornecerem armamento moderno, incluindo mísseis ‘ATACMS’ com bombas de fragmentação, usados no ataque. “Tais ações de Washington não ficarão sem resposta. Definitivamente haverá medidas de resposta”, alertou o ministério. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reforçou essa acusação, dizendo a repórteres que deveriam questionar os governos europeus e, sobretudo, o governo dos EUA sobre o motivo pelo qual “estão matando crianças russas”. Ao menos duas crianças foram mortas no ataque de domingo (23), segundo autoridades russas. Peskov destacou que a resposta russa ao ataque será baseada nas palavras do presidente Vladimir Putin, que havia mencionado em junho a possibilidade de fornecer armas convencionais a regiões próximas aos EUA e seus aliados. “O envolvimento dos Estados Unidos na luta, como resultado da qual russos pacíficos estão morrendo, não pode deixar de ter consequências”, declarou Peskov. A diplomacia russa protestou junto à embaixadora Tracy sobre o uso de mísseis de fragmentação ‘ATACMS’ no ataque, que também resultou na morte de quatro civis. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que “os Estados Unidos têm a mesma responsabilidade que o regime de Kiev por este ato maléfico”. A Rússia denuncia que a escolha dos alvos e a criação das missões de voo dos mísseis são efetuadas por especialistas militares norte-americanos. A diplomacia russa declarou que estas ações de Washington, destinadas a encorajar as autoridades pró-nazis da Ucrânia a continuar as ações militares, não ficarão impunes: “Responderemos sem falta”. No domingo, a Rússia acusou os Estados Unidos de serem “responsáveis” pelo ataque ucraniano que matou cinco pessoas e feriu mais de uma centena na península da Crimeia. De acordo com o exército russo, cinco mísseis ‘ATACMS’ foram lançados, dos quais quatro foram interceptados. Washington havia anunciado em abril o envio de mísseis ‘ATACMS’ de longo alcance à Ucrânia. Até o momento, nem a Ucrânia nem os Estados Unidos comentaram o ataque em Sebastopol. O governador de Sebastopol, Mikhail Razvojaev, informou que o ataque resultou na morte de cinco pessoas, incluindo três crianças, e deixou uma centena de feridos. Cinco outras crianças estão em estado grave no hospital. Vídeos publicados pela mídia russa mostram moradores fugindo de uma praia ao ouvir as explosões. Sebastopol, um importante porto e quartel-general da frota russa do Mar Negro, é frequentemente visada. A Crimeia é um centro logístico crucial para o exército russo, e a Ucrânia continua a retaliar atacando regiões russas e áreas ocupadas, visando destruir navios de guerra russos. A resposta contundente da Rússia destaca a gravidade da situação e o crescente envolvimento dos Estados Unidos no conflito, que já dura mais de dois anos. Possíveis Respostas da Rússia ao Ataque na Crimeia Diante do ataque em Sebastopol, na Crimeia, com mísseis fornecidos pelos Estados Unidos à Ucrânia, a Rússia promete uma resposta contundente. Historicamente, a Rússia tem demonstrado que suas reações a ações militares percebidas como ameaças diretas à sua segurança nacional são multifacetadas e podem incluir várias medidas estratégicas, políticas e militares. 1. Ações Militares Diretas A resposta mais imediata e esperada pode ser uma escalada militar direta. A Rússia pode intensificar suas operações militares na Ucrânia, visando especificamente as áreas de onde os ataques foram lançados. Além disso, podem ocorrer ataques a infraestruturas críticas ucranianas, como bases militares, depósitos de armas e centros de comando e controle. 2. Apoio a Grupos Separatistas A Rússia pode intensificar seu apoio a grupos separatistas pró-Rússia dentro da Ucrânia. Isso incluiria o fornecimento de mais armas, treinamento e apoio logístico a essas forças, aumentando a instabilidade dentro do território ucraniano e complicando ainda mais a situação para o governo de Kiev. 3. Ciberataques Outra frente possível é o aumento de ciberataques contra infraestruturas críticas nos Estados Unidos e na Europa. A Rússia possui capacidades avançadas de