O mundo precisa ter cautela ao tomar partido em relação aos candidatos à presidência dos Estados Unidos. Essa cautela se justifica pela confusão que muitas vezes se faz sobre o verdadeiro papel que os EUA desempenham no cenário global. Existe uma expectativa generalizada de que a superpotência norte americana atue como uma espécie de "polícia do mundo", garantindo a estabilidade e a paz globais. No entanto, essa percepção esconde uma verdade incômoda: os EUA não conseguem nem mesmo cuidar adequadamente dos problemas internos de sua própria nação. Embora façam grandes promessas de liderança internacional, falham em atender às necessidades básicas de sua própria população. Em nome de uma suposta segurança nacional e manutenção do poderio global, os líderes americanos tomam decisões que favorecem uma elite política e econômica, enquanto milhões de cidadãos ficam desassistidos, sem acesso a serviços essenciais como saúde, educação e segurança social. Portanto, enquanto o mundo observa de longe e julga os candidatos pelo impacto que terão globalmente, é essencial lembrar que, internamente, o governo americano frequentemente não consegue sequer garantir um padrão mínimo de vida para seu próprio povo. Como esperar que resolvam os problemas do mundo, se nem conseguem resolver os de casa? E isso sem sequer mencionar que, historicamente, o papel internacional dos Estados Unidos nunca foi verdadeiramente pautado por ideais de paz, democracia ou conciliação. Desde o século passado, a política externa americana sempre esteve atrelada ao fortalecimento de dois pilares fundamentais: o complexo militar-industrial e o setor petroleiro. Sob o pretexto de promover a liberdade e a segurança global, o que se viu foi uma sequência interminável de intervenções militares, invasões e golpes de Estado, todos convenientemente alinhados com os interesses econômicos e estratégicos do país. As guerras no Oriente Médio, o apoio a ditaduras em regiões ricas em recursos naturais e a manipulação de mercados globais de energia são apenas alguns exemplos de como a agenda americana prioriza a expansão de sua influência econômica e militar, enquanto a retórica democrática serve apenas como uma fachada conveniente para justificar ações que, na prática, se traduzem em dominação e exploração. Mas enfim, este texto não é para dissecar a longa e complexa história de intervenções e interesses dos Estados Unidos. Essa introdução foi apenas para estabelecer uma espécie de "tom" sobre o que penso da política americana: uma estrutura que, por trás da fachada democrática, esconde um desejo insaciável por poder e controle. Dito isso, vamos ao que realmente interessa aqui: o foco deste texto. Trump é um descontrolado que não sabe dialogar com nenhum país ou líder, um arrogante sem planos reais e sem propostas claras. Fica evidente que, com ele no poder, a falta de habilidade diplomática e a propensão a tomar decisões impulsivas, sem considerar as consequências de longo prazo, poderiam resultar em impactos internacionais desastrosos. Sua administração já demonstrou uma tendência a agir de maneira unilateral, desprezando alianças históricas e tratados que sustentam a ordem global, o que traz um grau elevado de imprevisibilidade para a geopolítica mundial. Entretanto, paradoxalmente, este comportamento desastroso permanece, em grande parte, no campo da suposição. Já que recentemente, Trump tem adotado uma postura mais “reservada”, optando por respostas mais curtas e menos impulsivas, algo inesperado para aqueles que acompanharam seu primeiro mandato repleto de tweets intempestivos e declarações inflamadas. Essa mudança de tom, apesar de sutil, tem contribuído para uma atmosfera de incerteza. Embora suas declarações menos provocativas possam sugerir uma tentativa de adaptação ou até mesmo uma estratégia calculada, a incerteza permanece. O mundo se pergunta: seria esta uma transformação genuína ou apenas uma pausa estratégica antes de um novo ciclo de caos?. Enquanto Trump é uma ameaça imprevisível e, em muitos aspectos, conhecida, com Kamala Harris, que é o foco deste artigo, o perigo se torna uma certeza. Não há dúvidas de que, sob seu comando, o mundo estará diante de uma líder que, por trás de uma fachada de progresso e inclusão, esconde uma agenda extremamente perigosa para a estabilidade global. Suas palavras são cuidadosamente escolhidas, mas não se engane: o verniz de preocupação com o futuro esconde um compromisso inflexível com a expansão do poderio americano a qualquer custo. Kamala não será apenas um desafio para os adversários políticos internos, mas um verdadeiro pesadelo para o equilíbrio internacional. Eu poderia elencar uma série de declarações e atitudes que evidenciam seu desprezo pelo diálogo e sua disposição de usar a força militar como principal instrumento de política externa. No entanto, para não prolongar este artigo, vou focar naquilo que talvez seja sua declaração mais reveladora: seu discurso final no último debate contra Trump