A relação entre os Estados Unidos e Israel tem sido uma das alianças mais controversas e debatidas no cenário internacional. Enquanto alguns defendem essa parceria como vital para a segurança regional e a estabilidade geopolítica, outros a criticam veementemente, acusando-a de perpetuar injustiças e violações dos direitos humanos. Neste artigo, vamos explorar o protecionismo dos EUA em relação a Israel, destacando as acusações de assassinatos e genocídios, a condenação internacional e os crimes cometidos. Os laços entre os Estados Unidos e Israel remontam a décadas e são sustentados por diversos fatores, incluindo interesses estratégicos, políticos e econômicos. Os EUA, por sua vez, têm sido um dos principais apoiadores de Israel, fornecendo-lhe bilhões de dólares em assistência militar e diplomática, bem como vetando repetidamente resoluções críticas a Israel no Conselho de Segurança da ONU. Essa proteção e apoio inabaláveis dos EUA têm permitido a Israel agir com relativa impunidade em suas políticas em relação aos palestinos e territórios ocupados. A ocupação contínua da Palestina, a construção de assentamentos ilegais, o bloqueio de Gaza e as frequentes operações militares desproporcionais têm sido amplamente condenados pela comunidade internacional como violações do direito internacional e dos direitos humanos. As acusações de assassinatos e genocídios por parte de Israel são graves e têm raízes profundas nos conflitos territoriais e étnicos na região. A Operação Chumbo Fundido em Gaza em 2008–2009 e a Ofensiva Pilar Defensivo em 2012 resultaram em centenas de mortes de civis palestinos, incluindo mulheres e crianças, levantando sérias preocupações sobre o uso desproporcional da força por parte de Israel. Além disso, as políticas de demolição de casas, deslocamento forçado de comunidades palestinas e discriminação sistemática contra os palestinos dentro de Israel têm sido equiparadas por alguns críticos a práticas genocidas, conforme definido pela Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. Fonte: https://www.monitordooriente.com/20231027-gaza-e-a-falencia-moral-dos-eua-e-de-israel/ Ao longo dos anos, em grande parte devido às suas políticas e ações em relação aos territórios palestinos ocupados e ao tratamento da população palestina. Aqui estão algumas das condenações mais notáveis, com suas respectivas datas e motivos: Resolução 242 (22 de novembro de 1967): Motivo: Após a Guerra dos Seis Dias, a resolução pediu a retirada das forças armadas israelenses dos territórios ocupados (Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã) e o reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de cada Estado na área. Resolução 252 (21 de maio de 1968): Motivo: Condenou as ações de Israel para mudar o status de Jerusalém e pediu que Israel revogasse todas as medidas que alterassem o status da cidade. Resolução 271 (15 de setembro de 1969): Motivo: Condenou Israel pela queima da mesquita de Al-Aqsa e chamou Israel a respeitar o status de Jerusalém. Resolução 298 (25 de setembro de 1971): Motivo: Declarou que todas as ações de Israel que visavam mudar o status de Jerusalém Oriental eram ilegais e inválidas. Resolução 446 (22 de março de 1979): Motivo: Esta resolução declarou que os assentamentos israelenses nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, não tinham base legal e constituíam uma séria obstrução à paz no Oriente Médio. Resolução 465 (1º de março de 1980): Motivo: Condenou a construção e expansão de assentamentos por Israel nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e pediu a remoção de assentamentos já existentes. Resolução 476 (30 de junho de 1980): Motivo: Reafirmou que todas as medidas legislativas e administrativas tomadas por Israel para alterar o caráter e o status da Cidade Santa de Jerusalém não tinham validade legal. Resolução 478 (20 de agosto de 1980): Motivo: Esta resolução condenou a Lei Básica de Jerusalém de Israel, que declarava Jerusalém, completa e unida, como a capital de Israel, e pediu que os Estados membros retirassem suas missões diplomáticas da cidade. Resolução 607 (5 de janeiro de 1988): Motivo: Pediu que Israel desistisse de deportar palestinos dos territórios ocupados. Resolução 608 (14 de janeiro de 1988): Motivo: Reiterou a condenação das deportações de palestinos e pediu a Israel que cumprisse a Resolução 607. Resolução 636 (6 de julho de 1989): Motivo: Condenou novamente as deportações de palestinos e pediu a Israel que permitisse o retorno dos deportados. Resolução 641 (30 de agosto de 1989): Motivo: Condenou as contínuas deportações de palestinos e solicitou o retorno imediato dos deportados. Resolução 672 (12 de outubro de 1990): Motivo: Condenou a violência em Jerusalém Oriental que resultou em mortes de palestinos e pediu a Israel que cooperasse com uma investigação. Resolução 673 (24 de outubro de 1990):