A recente decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de autorizar a abertura de uma licitação para entregar a gestão de 33 escolas da rede pública à iniciativa privada é um claro ataque à educação pública e um retrocesso sem precedentes. Ao permitir que empresas privadas assumam a construção, manutenção, limpeza, alimentação, vigilância e jardinagem das escolas, além da contratação de funcionários para essas áreas, o governador compromete não apenas a qualidade do ensino, mas também a própria concepção de educação pública. A justificativa para essa medida é a suposta eficiência que a iniciativa privada traria à infraestrutura escolar. No entanto, essa privatização disfarçada ignora os verdadeiros impactos negativos que ela trará. Sara Santana, educadora e integrante da coordenação do Comitê SP da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, alerta que a privatização de tarefas de gestão inevitavelmente interfere no programa pedagógico das escolas. A interferência privada em áreas tão críticas coloca em xeque a autonomia da educação pública e abre portas para a precarização dos serviços prestados aos estudantes. A essência da educação pública é a sua universalidade e equidade, princípios que são corroídos pela introdução de interesses privados. A terceirização dessas funções não é uma simples questão administrativa; é uma transformação profunda que ameaça o acesso igualitário e a qualidade do ensino. A educação pública deve ser gerida pelo Estado, com total transparência e foco no bem-estar dos alunos, e não ser vista como um mercado lucrativo para empresas privadas. Além disso, a promessa de manter a gestão pedagógica sob a Secretaria de Educação não é suficiente para garantir a qualidade educacional. A infraestrutura e os serviços de apoio são componentes fundamentais que influenciam diretamente o ambiente de aprendizagem. A fragmentação da gestão escolar entre entidades públicas e privadas cria um cenário de desorganização e possíveis conflitos de interesses, que podem minar a eficiência e a eficácia do sistema educacional. O caminho escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas é um desvio perigoso e lamentável que pode levar a consequências irreversíveis para a educação pública em São Paulo. A entrega da gestão escolar à iniciativa privada é uma medida irresponsável que privilegia interesses empresariais em detrimento do direito fundamental à educação de qualidade para todos. Em defesa da educação pública, é imperativo reverter essa decisão e assegurar que todas as escolas permaneçam sob gestão estatal, comprometidas com a igualdade e a excelência educativa. Tarcísio: O Viciado em Privatização, a Cadela da Elite? Governador de São Paulo promove privatizações que ameaçam os direitos fundamentais da população desde sua vitória nas eleições para governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem se revelado um ardente defensor da privatização, colocando em risco os direitos fundamentais dos cidadãos paulistas. Com uma agenda agressiva e claramente alinhada aos interesses da elite, Tarcísio tem buscado incessantemente privatizar setores cruciais da administração pública, revelando-se uma verdadeira marionete dos poderosos e inimigo do povo. A mais recente ofensiva de Tarcísio é a autorização para abrir licitação que entrega a gestão de 33 escolas da rede pública à iniciativa privada. As empresas seriam responsáveis pela construção, manutenção, limpeza, alimentação, vigilância e jardinagem das escolas, além da contratação de funcionários para essas áreas. Enquanto isso, a Secretaria de Educação manteria apenas a gestão pedagógica. Essa medida é um ataque direto à educação pública, comprometendo a qualidade do ensino e a equidade no acesso. Mas a investida privatista de Tarcísio não para por aí. Desde que assumiu o cargo, o governador tem tentado impor uma série de privatizações que afetam setores vitais do estado: Privatização do Transporte Público: Tarcísio tem pressionado pela concessão das linhas de trens metropolitanos e da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) à iniciativa privada, alegando que a gestão privada traria eficiência. No entanto, essa medida pode resultar em aumento das tarifas e piora das condições de trabalho dos funcionários. Concessão de Rodovias: O governador tem promovido a concessão de diversas rodovias estaduais, transferindo a gestão e manutenção para empresas privadas. Essa ação aumenta os pedágios, onerando ainda mais os cidadãos que dependem dessas vias para se deslocar. Privatização do Saneamento Básico: Tarcísio tem avançado com propostas para a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), colocando em risco o acesso universal à água e ao saneamento. A privatização pode resultar em aumento de tarifas e falta de investimentos em áreas menos lucrativas. Concessão de Parques Estaduais: Outra iniciativa é a concessão de parques estaduais à gestão privada, o que pode limita